Páscoa 2018

A Semana Santa em Taizé

Domingo de Ramos

No dia de Ramos, a Igreja relembra a entrada de Jesus em Jerusalém. É também o início da Semana Santa. Em Taizé, como já vem sendo hábito de há alguns anos a esta parte, esta celebração começou junto ao lago da fonte de Anto Estevão, onde os irmãos, os voluntários, os jovens presentes e os amigos residentes na região se juntaram este ano contando com a presença do bispo de Autun, D. Benoit Rivière.

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Clara, Bélgica

Para mim, a procissão de domingo de Ramos permitiu-me sentir mais intensamente que pertenço à Criação. Fiquei muito alegre e feliz. Queríamos festejar a presença de Jesus junto de nós. Nunca tinha tido uma experiência como esta no domingo de Ramos.


2ª feira – 4ª feira

Durante os tempos de oração comunitárias, a Semana Santa está marcada por cânticos e responsórios específicos. De manhã e à noite, dois irmãos vão-se revezando no ambão para ler, à vez, em várias línguas, excertos do Evangelho da Paixão.

Durante a leitura de 2ª feira à noite foram lidas duas intenções específicas: uma pelas vítimas do trágico incêndio decorrido num centro comercial em Kemerovo, na Sibéria, e a outra pelas vítimas do atentado terrorista em Carcassonne e Trébes, decorrido alguns dias antes, no sul da França.

Depois, em cada noite, outras intensões foram lidas por outras situações problemáticas a acontecer no mundo.

Rob, Irlanda

A minha estadia em Taizé, durante a Semana Santa foi muito diferente do que eu esperava. Experimentámos uma vida comunitária muito unida. No início gostava de ir às orações, sem muito entusiasmo, mas agora sinto que algo cresceu em mim.


5ª Feira Santa

A oração da noite ficou marcada pelo «lava-pés». Como já vai sendo tradição há vários anos, os irmãos vão pela igreja lavando os pés a todos os que o desejem. Depois, a eucaristia é celebrada em memória da última ceia do Senhor. É o primeiro dia Tríduo Pascal.

Youssef, do Egipto

Como diácono copta ortodoxo, oriundo de uma igreja onde as orações na Semana Santa são particularmente muito ricas, encontrei aqui a mesma realidade, a humildade, o amor que vem de Deus e que vai para Deus. Na 5ª feira Santa, dia em que Jesus, Emanuel, Deus junto de nós, deu o seu corpo e o seu sangue por nós… para que estejamos todos com ele e nele, todos os discípulos que estavam com Jesus à mesa eram diferentes - tal como nós aqui, na igreja da Reconciliação, somos diferentes. Oriundos de vários países, estamos todos unidos na humildade e no amor de Deus Pai em Jesus Cristo pelo Esprito Santo e esta união nunca pode ser rompida.

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6ª Feira Santa

Às 15 horas, a colina ficou por alguns instantes em silêncio absoluto, enquanto os sinos tocavam para relembrar a hora da morte de Jesus na cruz (segundo Lc 23,44-45). Nesse momento, todos pararam o que estavam a fazer, por uns instantes, e mantiveram o silêncio.

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À Noite, houve a procissão da cruz dentro da igreja da Reconciliação. No início da oração, todos os irmãos estavam reunidos no Altar, depois a cruz foi transportada pela igreja por forma a associar os milhares de jovens a este momento. De seguida, a oração continuou à volta da cruz durante toda a noite.


Sábado Santo

Os últimos a chegar antes da Páscoa, juntaram-se na colina durante a tarde. À noite, a imagem da «descida de Jesus ao reino dos mortos» foi levada pelos irmãos até ao fundo da igreja da Reconciliação e das suas extensões, agora inteiramente abertas devido à grande afluência de jovens. À noite, o irmão Alois tomou a palavra para a sua meditação semanal antes de dar início a uma vigília na igreja, intercalada por leituras de textos proféticos do Antigo Testamento.


Domingo de Páscoa

Este ano, a celebração pascal iniciou às 6h30 na grande igreja totalmente aberta e ainda mergulhada na escuridão. Enquanto uma jovem tocava um excerto melódico no violoncelo, as vozes femininas do Coro cantavam um cântico de ressurreição em sírio e noutras línguas, e quatro irmãs atravessaram a igreja segurando uma lamparina que continha o fogo – a luz da ressurreição – e um pano branco, símbolo do lençol no qual Jesus fora enrolado.

A partir desta lamparina, o círio pascal foi aceso, e depois, pela primeira vez, as irmãs e algumas mulheres de Taizé levaram a todos a luz pascal. Assim era colocada em evidência a realidade de que foram as mulheres, Maria Madalena e algumas outras, as primeiras a acreditar primeiramente na ressurreição de Jesus.

No decorrer da celebração pascal, a ressurreição foi proclamada desde a oração litúrgica do precónio pascal, lido por diversos irmãos em seis línguas. Um irmão francês consagrou-se à vida da comunidade na presença da sua família, e de seguida a eucaristia foi celebrada com imensa alegria.

O último auge da celebração foi a proclamação, novamente pelas mulheres, da saudação pascal, tradicional da igreja ortodoxa, em cerca de vinte línguas: «Cristo ressuscitou!» e cada um respondia na sua língua «Ressuscitou verdadeiramente!» – Enquanto os sinos tocavam vigorosa e alegremente.

Caderno de Páscoa

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Tim, do País Basco

Senti imensa alegria durante estes dias. Aproveitei o ritmo das celebrações, a estrutura das orações ajudou-me a focar-me melhor na História da Páscoa: No ínicio, sentes-te deprimido, depois, a alegria cresce progressivamente em direção à Páscoa. Senti tanta alegria entre as pessoas depois da celebração, foi mesmo a grande festa da alegria. Estes dias ajudaram-me a descobrir uma maior esperança, juntamente com as pessoas oriundas de toda a Europa, celebrámos esta festa em união com os outros povos, e acreditando que esta luz da Páscoa será levada para todos os lugares do mundo.

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